A Queilite esfoliativa é uma condição inflamatória crônica do vermelhão labial caracterizada por descamação persistente, hiperqueratose, formação recorrente de crostas, fissuras e, em alguns casos, ulcerações superficiais e sangramento.
A etiologia permanece não completamente esclarecida, sendo considerada multifatorial. Entre os fatores associados destacam-se hábitos parafuncionais, como mordedura ou manipulação labial, uso contínuo de substâncias irritantes ou automedicação tópica, além de fatores psicocomportamentais, especialmente estresse e ansiedade.
Epidemiologicamente, observa-se maior prevalência em indivíduos do sexo feminino, embora ambos os sexos possam ser acometidos. O impacto funcional e estético da condição contribui para repercussões psicossociais significativas, podendo perpetuar o ciclo inflamatório e dificultar a resolução clínica.
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em anamnese e exame físico, podendo ser complementado por exames laboratoriais ou histopatológicos em casos selecionados para exclusão de diagnósticos diferenciais.
O tratamento é multidisciplinar e individualizado, incluindo medidas de controle comportamental, terapias tópicas, suporte clínico e terapias adjuvantes como laserterapia de baixa intensidade e terapia fotodinâmica. O sucesso terapêutico depende da adesão do paciente e da abordagem contínua e estruturada.
Em contextos contemporâneos, especialmente em condições crônicas com forte componente comportamental, o acompanhamento remoto tem se mostrado uma ferramenta complementar relevante, permitindo monitoramento clínico por imagens, teleorientação e suporte terapêutico contínuo.
Pacientes com queilite atendidos pela Dra Dulce Helena Consultas pelo whatsapp +5511991800961




Exfoliative Cheilitis: Clinical Features, Etiopathogenesis and Contemporary Management Approaches
Exfoliative cheilitis is a chronic inflammatory disorder of the lip vermilion characterized by persistent scaling, hyperkeratosis, recurrent crust formation, fissuring, and, in some cases, superficial ulceration and bleeding.
The etiology remains not fully understood and is considered multifactorial. Associated factors include parafunctional habits such as lip biting or manipulation, chronic use of irritant topical products or self-medication, as well as psychological and behavioral factors, particularly stress and anxiety.
Epidemiologically, the condition appears to be more prevalent in females, although it may affect both sexes. Due to its functional and aesthetic implications, patients often experience significant psychosocial distress, which may contribute to the perpetuation of the inflammatory cycle and hinder clinical resolution.
Diagnosis is primarily clinical, based on detailed history and physical examination. In selected cases, laboratory or histopathological tests may be required to rule out differential diagnoses.
Management is multidisciplinary and individualized, involving behavioral control, topical therapies, clinical support, and adjunctive modalities such as low-level laser therapy and photodynamic therapy. Treatment success depends on patient adherence and a structured, continuous clinical approach.
In contemporary clinical practice, especially for chronic conditions with strong behavioral components, remote follow-up has emerged as a valuable complementary tool, enabling clinical monitoring through digital images, teleconsultation, and ongoing therapeutic guidance. Appoitment with Dra Dulce Helena to whatsapp +5511991800961


